Tava doendo.
Não. O cara não é grande.
É que a semana foi cheia.
E como não tem ficha, tem que aproveitar.
Prefiro quando não é assim.
De quatro.
Quando posso me mexer mais parece que passa mais rápido.
E passa.
O grande problema de tudo não é fingir.
Ou dar.
O foda é conversar.
Se levasse jeito pra isso era psicóloga.
Se veste logo e vamo embora.
É só no que eu penso.
Mas só posso falar quando dá o tempo.
Deu?
Fui!
Volto pra casa naquele ônibus lotado.
Mas tô feliz, sabia?
Dever cumprido.
Comida na mesa.
Chego em casa.
Um beijo no preto e outro no filhão.
Tem comida?
Eu sei que não.
Faço a janta.
Lavo tudo.
Coloco o moleque pra dormir.
Agora eu quero ele.
O preto.
Esqueço da dor.
Gostoso.
6h.
Levanto, acordo o menino.
O marido já foi.
Faço café.
Ponho a mesa.
Pergunto da escola.
E ele me pergunta se pode ir na excursão pro parque.
- Quanto é?
- R$50,00.
- Tudo bem.
